Glossário

Orquestra, instrumentos musicais e vozes

Muitos clientes querem contratar música para um evento mas não conhecem muito bém os instrumentos.


Pensando nisto criamos este glossário com fotos e descrição sucinta e objetiva dos instrumentos que usamos. Falamos também em coral, orquestra, solistas e outros do gênero.

 

É possível ouvir o timbre de cada instrumento.

Orquestra

 

Orquestra é uma antiga palavra grega (Orkchéstra) que significa "lugar para dançar". Na Grécia, durante o séc.V a.C., os espetáculos eram encenados em teatros(anfiteatros) ao ar livre. Orquestra era o nome dado ao espaço situado em frente à área principal de representação que se destinava às evoluções do coro que cantava e também dançava.

Mais tarde(séc.XVII) na Itália, as primeiras óperas começaram a ser executadas. Essas óperas, originalmente, pretendiam ser imitações dos dramas gregos, então, a mesma palavra " orquestra" foi usada para descrever o espaço entre o palco e a audiência ocupado pelos instrumentistas.

 

Porém, após algum tempo, orquestra passou a designar o próprio grupo de músicos e, finalmente, o conjunto de instrumentos que tocavam.

 

Assim, hoje em dia usamos a palavra "orquestra" para indicar um conjunto razoavelmente grande de instrumentistas que tocam juntos, geralmente, conduzidos por um regente.

 

Instrumentos

Instrumentos musicais é todo e qualquer "objeto" que produz sons... musicais é claro. Eles se compõem de quatro naipes ou “famílias”. São elas: Cordas (qualquer  instrumento  que soa através da vibração de  cordas  dedilhadas, pinçadas,  percutidas ou tangidas com arco),  madeiras (Instrumentos  de  sopro, cuja  coluna  de  ar é posta em vibração através do fluxo de ar de encontro a uma borda ou mediante uma palheta), metais (Instrumentos  de  sopro  vibrados por ação dos lábios  contra um bocal em forma de taça ou funil) e percussão (produzem  som  quando  sacudidos, percutidos  por  uma membrana, placa ou barra de metal, madeira ou outro material rígido). 

Violino

Instrumento da família das cordas.

 

Desconhece-se a origem deste instrumento, sabe-se que no período medieval existiam vários instrumentos de cordas tocados com arco, dentre eles destaca-se a “rabeca” que podemos considerar uma espécie de ancestral do violino.  Porém, o violino  propriamente dito apareceu na Itália na 1ª metade do séc.XVI. Naquele tempo o instrumento de corda tocado com arco mais popular era a viola antiga que gradualmente foi cedendo espaço para o violino.

 

Conheça o timbre do violino ouvindo o solo abaixo

Meditação de Thaís - Da Ópera "Thaís" - Massenet
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Viola

Instrumento da família das cordas.

 

Surgiu na Europa (provavelmente primeiro na Espanha, oriundo do norte da África), no final do séc.XV, e, posteriormente tornou-se um dos instrumentos mais difundidos do Renascimento e do Barroco. Ao longo de  sua história, a viola  foi fabricada em diversos tamanhos e hoje ela é um sétimo maior que o violino e ligeiramente  mais pesada.  Tanto a viola, o  violoncelo e o contrabaixo diferem do violino apenas  em tamanho, extensão e timbre.  Antigamente fazia-se referência a esses quatro instrumentos de cordas simplesmente como “violinos”.

Conheça o timbre da viola ouvindo o solo abaixo

Concerto in G major per Viola e Orchestra - Telemann
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Violoncelo ou "Cello"

Instrumento da família das cordas.

 

Surgiu no início do séc. XVI.  Nos sécs. XVI e XVII  variou  em tamanho; grande  parte  dos  modelos era maior do que o  tamanho padrão moderno, fixado por Stradivari (fabricante de  violinos italiano;  desde  o final do  séc.XVIII é tido como insuperável nessa arte).  Durante  o séc. XVIII,  o  violoncelo  excedeu seu papel barroco de instrumento basicamente contínuo, com o  surgimento  de  inúmeros  intérpretes virtuoses como “Boccherini.”

 

Conheça o timbre do violoncelo ouvindo o solo abaixo

Suite para Violoncelo n 1 in G major - Bach
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Contrabaixo ou "baixo"

Instrumento da família das cordas.

 

Ingressou na orquestra no final do séc.XVII e início do séc.XVIII. Instrumento muito maior que o violoncelo, para tocar é necessário que o instrumentista fique em pé ou sentado em um banco alto. 

Originalmente os contrabaixos tinham três cordas, hoje em dia, porém, possuem quatro e, às vezes, cinco, essa quinta corda alcançando o dó grave e desse modo situando a extensão do baixo uma oitava abaixo do violoncelo.

Concerto para Contrabaixo e Orquestra - Gary Karr - Serge Koussevitzky
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Conheça o timbre do contrabaixo ouvindo o solo abaixo

 

Piano

Instrumento da família das cordas.

 

Desempenhou papel fundamental na vida musical, profissional e doméstica após o séc. XVIII, por fazer soar dez ou mais notas de uma só vez e pela possibilidade do "forte e piano". Os primeiros piano fortes foram fabricados em 1698 por Bartolomeo Cristofori.

 

O piano como símbolo de prestígio social atingiu se auge nos anos anteriores à I Guerra Mundial; 1910, cerca de 600.000 pianos foram construídos e em 1980 já ultrapassavam os 800.000.

Conheça o timbre do piano ouvindo o solo abaixo

Concerto nº 2 - Chopin
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Violão ou "guitarra"

Instrumento de cordas da família do alaúde.

 

Não se sabe se o instrumento com o nome de "guitarra", foi introduzido na Europa medieval pelos árabes ou se era nativo do continente. Sua história na Europa remonta ao Renascimento.

 

Durante o séc.XVII foram publicados diversos métodos, contendo peças isoladas e suítes de dança. Também foi publicado um vasto repertório de árias italianas para acompanhamento de guitarra.

 

A guitarra espanhola foi introduzida no Brasil pelos portugueses provavelmente no séc.XVIII, sendo chamada de "violão". 

 

Fernando Sor, espanhol que foi para Paris e o italiano Mauro Giuliani foram dois dos violonistas-compositores mais influentes. Com o fabricante espanhol Antônio de Torres Jurado (1817-92), o violão chegou a seu tamanho e formato padrão.

 

No início do séc.XX, faltava ao violão um repertório que lhe desse status comparável ao de outros instrumentos. O violonista espanhol Andrés Segovia teve grande influência em torná-lo um instrumento de concerto respeitável; fez muitas transcrições e inspirou vários compositores a que escrevessem para ele. Falla (Homenaje pour le tombeau de Claude Debussy), Rodrigo (Concierto de Aranjuez), Castelnuovo-Tedesco, Manuel Ponce, Villa-Lobos (Doze estudos, cinco prelúdios).

Concierto de Aranjuez - Joaquín Rodrigo
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Conheça o timbre do violão ouvindo o solo abaixo

 

Flauta transversal

Instrumento da família das madeiras.

 

Flautas dos mais variados tipos já eram conhecidas nas civilizações da antiguidade, mas incorporou-se à orquestra em meados do séc. XVII.

 

Durante algum tempo, tanto as flautas de bico quanto as transversas foram usadas, mas raramente, na mesma peça. Por volta da metade do séc. XVII, a flauta transversa já se havia tornado a favorita dos instrumentistas, por sua expressividade, poder e variedade de som. As notas agudas da flauta são claras e penetrantes, as graves, suaves, intensas e doces com uma qualidade sobrenatural e líquida.

Conheça o timbre da flauta ouvindo o solo abaixo

Rêverie - Claude Debussy
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Oboé

Instrumento da família das madeiras

 

Principal instrumento de sopro de palheta dupla. Originou-se na França em 1660 e no séc.XVIII firmou-se em definitivo através de obras de Couperin, C.P.E. Bach e J.B. Loeillet.

 

No período clássico, os pares de oboés tornaram-se parte constante da orquestra sendo muito usados nas sinfonias de Beethoven, Schubert, Brahms e Mahler. Como instrumento solista, foi largamente explorado à partir do séc. XX em concertos de R. Strauss e V. Willians.

 

Conheça o timbre do oboé ouvindo o solo abaixo

Gabriel's Oboé (The Mission) - Ennio Morricone
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Saxofone

Da família das madeiras

 

Criado por Adolphe Sax em 1840, o saxofone foi rapidamente assimilado às bandas militares e adotado também por compositores orquestrais como Bizet, Massenet, Strauss, Ravel, Debussy e Prokovfiev, tornando seu timbre cada vez mais familiar.

 

As bandas de sopro de J. Ph. Souza introduziram o sax nos EUA em 1890, e seu vigor e gama expressiva, acompanhados de uma técnica comparativamente fácil de se dominar, fizeram dele um dos primeiríssimos do jazz e do blues.

Conheça o timbre do saxofone ouvindo o solo abaixo

Tudo por amor - Kenny G
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Trompa

Instrumento da família dos metais

 

O principal ancestral da trompa moderna era simplesmente um tubo passado em volta do ombro e terminando em uma campânula aberta, usado para chamar a atenção e dar toques e sinais durante a caçada. Incorporou-se à orquestra no final do séc. XVII. Trompistas boêmios ficaram famosos no final do séc. XVIII.


O timbre varia de acordo com a forma como se toca. Em melodias suaves o som é redondo, suave e intenso, se for uma melodia vigorosa, seu timbre torna-se brilhante, claro e enérgico.

 

Conheça o timbre da trompa ouvindo o solo abaixo

Pavane Pour Une Infante Defunte - Maurice Ravel
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Trompete

Instrumento da família dos metais

 

Dos instrumentos de metal é o mais antigo. Em 1923, quando o túmulo do faraó egípcio Tutankhamon foi aberto, foram descobertos dois trompetes datados de 1350 a.C.


Na época medieval, os trompetes eram usados em acontecimentos militares ou cerimônias. Logo após 1600, o trompete foi incorporado à orquestra, no início tocando, principalmente, em óperas e em música sacra, para reforçar as passagens que expressassem estados de espírito tais como alegria ou triunfo.


Quando necessário, o timbre penetrante do trompete pode soar emocionantemente sobre toda a orquestra.

 

Conheça o timbre do trompete ouvindo o solo abaixo

Trompete Voluntário - Unknown Artist
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Trompete triunfal

Instrumento da família dos metais

 

Possui formato diferente dos outros trompetes, pois sua campana (última parte por onde passa o ar no trompete) é mais alongada, porém o som é exatamente o mesmo. Este design é totalmente proposital, foi pensado para conferir maior pompa e imponência ao instrumento já que o mesmo é usado em cerimonias luxuosas, especialmente casamentos. Em sua campana sempre é colocado uma "bandeira" onde pode ser bordado o nome dos noivos, brasão das famílias ou pode-se usar nosso modelo padrão que tráz o nome do grupo.

 

Conheça o timbre do trompete triunfal ouvindo o solo abaixo

Clarinada Elizabetana + Marcha Nupcial - Mendelssohn
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Tímpanos

 

Sempre no plural por serem tocados com um mínimo de dois tambores; são um instrumento musical de percussão. Seu uso mais comum é na orquestra, embora tenha presença marcante no jazz, bandas sinfônicas e efeitos de sonoplastia. Os tímpanos são um instrumento não temperado da família dos membranofones com som de altura determinada. Sua evolução na música européia vai desde o par central barroco (sem pedal e com pele animal) ao quinteto moderno do século XX. Mas, há músicas em que um só timpanista utiliza mais de cinco tímpanos, além de músicas que necessitam mais de um executante como a Sinfonia Fantástica, de Berlioz. Ao contrário da maioria dos instrumentos de percussão, que são orquestrados pela clave própria (clave de percussão), os tímpanos obedecem à escala da clave de fá.

 

Percussão

 

Instrumento musical cujo som é obtido através da percussão (impacto), raspagem ou agitação, com ou sem o auxílio de baquetas. Das formas de classificação de instrumentos musicais, esta é a menos precisa e a que possui a maior variedade de instrumentos, a maior parte dos quais possuem altura indeterminada (ou seja, não podem ser precisamente afinados). Esses são utilizados primordialmente com função rítmica, como é o caso da maior parte dos tambores, o triângulo e os pratos.

 

Conheça o timbre dos tímpanos e da percussão ouvindo o

áudio abaixo.

Clarinada Elizabetana + Marcha Nupcial - Mendelssohn
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Vozes

 

 

A voz humana divide-se basicamente em três categorias para a mulher 1ª (Soprano - voz Aguda), 2ª (Mezzo-soprano - voz Média) e 3ª (Contralto - voz Grave) e três categorias para o homem 1ª (Tenor - voz Aguda), 2ª (Barítono - voz Média) e 3ª (Baixo - voz Grave). E dentro de cada divisão destas, existem inúmeras subdivisões, principalmente, quando essas vozes são solistas e atuam em ópera.

 

Uma voz bem treinada é um instrumento maravilhoso capaz de criar impressionantes efeitos musicais, belos e emocionantes. Os dois tipos de vozes que atraem o maior número de fãs são o soprano e o tenor. Sem dúvida, parte da razão está no fato de que estas duas vozes são as mais agudas e brilhantes, consequentemente, as que mais impressionam.


Todos podemos cantar mas, cantar bem requer vocação, anos de treinamento, dedicação e renúncia.

 

Solista

 

Entende-se por solista, a pessoa que executa solos musicais. Esta pessoa pode ser um instrumentista ou um cantor. Mas como estamos falando de voz, solista é a pessoa que canta um solo, ou seja, canta sozinha.

 

Coro ou coral. Entende-se por coro ou coral, um grupo musical composto, basicamente, de cantores profissionais ou não, que são classificados conforme o tipo de voz. Um coro misto, com vozes masculinas e femininas, mais comumente se compõem de Sopranos, Contraltos, Tenores e Baixos. A essas subdivisões chamamos de Naipe. Por exemplo Naipe de soprano, Naipe de baixo... 


A palavra "coral" é um adjetivo mas, muitas e muitas vezes, é empregada erroneamente como substantivo para designar um grupo que por vezes é composto apenas de instrumentistas ou de alguns instrumentistas e 1 solista por exemplo. Um grupo só é um grupo coral se o mesmo for composto apenas de cantores coralistas. Sendo um grupo misto chamamos apenas de Músicos.

Conheça o timbre de um coro ou coral.

Conheça o timbre de uma solista na voz da nossa soprano

"Suelly Louzada"

C'era una volta un principe - Ópera "Il Guarany" Carlos Gomes
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Agnus Dei - Samuel Barber
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Maestro

 

 

Entende-se por Regente ou Maestro, aquele que rege uma Orquestra e/ou um coro. O Regente é responsável pela direção de uma execução musical através de gestos visíveis, destinados a garantir coerência e unidade de execução e interpretação. Seu papel é dar uniformidade a um grande contingente instrumental ou vocal para que todos sigam o tempo, a dinâmica e o andamento indicado na partitura; sem Ele cada músico ou cantor perderia a marcação do tempo em relação aos outros.

Mas no início (Idade Média) não existia a figura do regente como conhecemos hoje; os grupos eram pequenos e os músicos se entreolhavam para conseguir tocar juntos. Geralmente, havia um líder que coordenava  os ensaios  e espetáculos  usando o próprio instrumento. Depois os "líderes" começaram a bater um bastão no chão para marcar o tempo (prática adotada pelo compositor francês Lully que, durante a execução de uma obra, atingiu o próprio pé com um destes bastões, o que provocou-lhe a morte em 1687, vítima de uma gangrena), isto causava um grande incômodo, pois toda a platéia ouvia o ruído. Para acabar com este inconveniente, alguns músicos decidiram marcar o tempo com as mãos e braços, já outros enrolavam a própria partitura e marcavam o tempo.

 

Mais tarde, no início do séc. XIX, o compositor alemão C.M.V.Weber substituiu o rolo de partitura por uma vareta ou pequeno bastão.A esta vareta deu-se o nome de batuta e assim é chamada e usada até os dias de hoje.

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BEL CANTO: Locução italiana que significa "belo canto", é uma expressão usada para se referir ao elegante estilo vocal italiano dos séculos XVII a XIX (idade de ouro da música), caracterizado pela beleza e leveza do som, do timbre, flexibilidade do fraseado, emissão floreada e técnica fácil e fluente. (Fonte: Dicionário Grove de Música).

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